terça-feira, 6 de outubro de 2009

BrainStorming + Co-Creation = Idéias de Impacto !






Eu estava preparando meu novo Post de um making off do processo de brainstorming para elaboração do problema, determinação do desafio e desenvolvimento da solução que fizemos no Ramo PoliUSP do ESF-Brasil quando soube de três espaços de Co-Criação na internet totalmente interseccionais. Você sabia que segundo pesquisas psicológicas, se não há memorização de um insight, aquela idéia será esquecida em 12 segundos? Ou prefiro dizer que se você não possui seu bloquinho a mãos para anotar aquela idéia magnífica, em poucos segundos você esquecerá e perderá a corrida descrita no post Cuidado com o Venture Capital. É para resolver esse problema, pelo menos para aqueles que já abriram mão do bloquinho e já possuem sua vida controlada pelo google calendar, que o Wridea surgiu. O Wridea é um portal de Co-Criação onde é possível gerenciar idéias através de ferramentas de BrainStorming. São diversas as ferramentas fornecidas, mas em minha opinião, a principal vantagem é a possibilidade de BrainStorm as suas idéias com pessoas em qualquer lugar no mundo, problema sério que tenho tido visto que diversos colegas estão em outros países. Outro problema que encontramos após o desenvolvimento da solução são as características básicas de serviços e estruturas necessárias para se cultivar uma idéia, lançar um projeto, organizar um evento e gerenciar um negócio. Para resolver esse problema a sugestão é o The Hub. O mais legal é que há um Hub - São Paulo. É possível imaginar pessoas que pensam como você, agem como você e estão loucas para te ajudar naquela sua idéia maluca que todo mundo tinha criticado antes, ali, ao seu redor pertinho de você... Por fim, para mim melhor que criar novas idéias é conseguir admirar as idéias interseccionais que já foram criadas e são exemplos de sucesso. Talvez não seja de tão sucesso assim por enquanto, mas a competição Project 10 to the 100 iniciada no ano passado pelo google é uma banheira de boas sugestões de como um ambiente de necessidade e um pouco de know-how podem gerar fantásticas soluções. E claro, dê uma votadinha...

2 Comentários:

Blogger Diogo Dutra disse...

Miguel,

Antes de comentar o artigo, irei colocar um ponto que li recentemente e que servirá de base para meu comentário sobre o artigo em questão.

A idéia é distinguir os tipos de processos criativos para depois mostrar qual deles é favorecido por ambientes como a "The Hub"(depois quero escrever um post sobre isso, mas escreverei brevemente aqui para talvez abrir um pouco a cabeça).

Em minhas leituras dos pesquisadores do SIG Design Theory da Design Society foi possível distinguir dois tipos de processo criativo: o individual e o coletivo. O individual, como você bem sabe é fomentado por todas as questões cognitivas de percepção do ambiente, além do momento de tranqüilidade onde surge a gestalt (nome de uma teoria de psicologia muito interessante que explicita justamente a questão da percepção e da "idéia que surge do nada"); E o coletivo, onde encontramos todos as metodologias de brainstorm somados à outros métodos de abstração e escolha de solução.

Ambos, acoplados, darão ótimos resultados, porém, encontrar pessoas com o espírito criativo (e aberto) é de certa forma raro. Logo, o processo de brainstorm e gerações de solução pode também ser aplicado a pessoas não tão criativas assim que terá também bons resultados.

Assim, no plano individual, podemos dizer que o processo de criação é do tipo "push", onde a idéia é "empurrada" de dentro para fora (gestalt), enquanto que no plano coletivo ela é muitas vezes do tipo "pull", onde se existe um esforço para que o externo "force" idéias novas, ou seja, a idéia é "puxada" das pessoas.

Com base nisso, acredito que o The Hub é uma ótima idéia para processos individuais, pois o ambiente é um dos fatores primordiais para o processo individual. Porém acredito que talvez o esforço de aprimoramento da idéia ainda precisa se desenvolver. Atualmente isto se faz conversando com as pessoas naquele ambiente, partilhando suas idéias em uma pausa para o café ou nos espaços coletivos da empresa. Essa forma já acrescenta muito na idéia inicial, porém, além de ser lento, a idéia pode ter a visão restrita de poucas pessoas com experiências e conhecimentos limitados.

Esse problema seria resolvido com processos coletivos multidisciplinares onde todo mundo discutiria e criaria em cima da idéia surgida de um dos membros. Atingindo assim o ponto criativo que eu acredito que falte na The Hub, a criação coletiva. Dessa forma, teríamos realmente uma co-criação e um real ambiente colaborativo.

8 de outubro de 2009 às 01:02  
Blogger Fábio Lofrano disse...

Excelente post, Miguel.
Acho interessante que toda essa interação humana que existe na busca por inovações interseccionais nada mais é do que um retorno às equipes de projeto como antigamente: um grupo bastante multidisciplinar de pessoas discutindo que rumos deveriam ser seguidos.

Abraços!

8 de outubro de 2009 às 14:29  

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